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O Gosto Amargo do seu "SIM"
Por que você se sente usada mesmo fazendo tudo por amor?

Hoje eu vou falar de um assunto que eu sou apaixonada e para quem me conhece “das antigas” sabe que meu primeiro posicionamento na internet foi para falar sobre virtudes.
Só que existe uma linha tênue, quase invisível, que separa a Virtude do Vício.
E nós, mulheres, fomos culturalmente treinadas para não enxergar essa fronteira:
Aprendemos a confundir Bondade, que é um ato nobre, consciente e feito por escolha, com o Vício em Agradar que é um ato compulsivo, feito por medo.
Deixa eu te fazer uma pergunta difícil, de mentora para mentora, e eu quero que você responda com honestidade:
Quando foi a última vez que você disse “sim” para um favor, para um compromisso social ou para uma demanda, mas por dentro, o seu estômago estava gritando “não”?
Você sorriu, aceitou e fez. E provavelmente, para silenciar o desconforto, você repetiu para si mesma o velho mantra: “O mundo precisa de mais gente assim.”
Mas aqui eu quero que você entenda uma coisa: se você não tem a liberdade interna de dizer “não”, o seu “sim” não tem valor nenhum.
Você quer tanto ser uma mulher posicionada mas vive de validação dos outros.
Você está entregando o seu tempo e a sua energia não porque quer transbordar, mas porque precisa garantir que ninguém fique chateado com você. Isso não é bondade, minha querida. Isso é medo de rejeição disfarçado de bondade.
O CONTRATO DA INVISIBILIDADE

Para entender como chegamos a esse ponto de exaustão, precisamos voltar aos detalhes da história da sua vida:
Esse vício em agradar não nasceu quando você conheceu seu marido, ele não nasceu no seu trabalho, ele foi gestado muito antes, provavelmente na sala de estar da sua infância.
Muitas de nós crescemos ouvindo um elogio que ficou no nosso inconsciente: “olha como você é boazinha” “Ela não dá trabalho” “Ela se adapta fácil”.
Sem perceber, ainda menina, você decodificou que para ser amada, precisava ser invisível.
Talvez seus pais estivessem ocupados demais, estressados demais ou fragilizados demais.
E você, com sua inteligência emocional precoce, percebeu que ter necessidades (chorar, pedir, discordar) era perigoso, pois poderia gerar um grito, um olhar de desaprovação ou, pior, a indiferença.
Então, você tomou uma decisão: você se tornaria uma criança de “baixa manutenção”.
Você aprendeu a esconder partes de si mesma para caber no espaço restrito que os outros deixavam para você. Se o ambiente pedia silêncio, você calava, se pedia alegria, você sorria, se pedia ajuda, você servia.
O problema é que você levou esse script de “Menina Fácil” para a sua vida adulta e o transformou em uma identidade:
“De tanto se moldar para evitar o conflito e garantir o afeto, você se tornou um espelho que apenas reflete o desejo do outro, mas não projeta nada de si mesma.”
Olhe para a sua vida hoje: você concordou com aquela opiniões inadequada apenas para não ser rejeitada pela sua mãe? você escolhe ir naquela lugar só para sua tia não cobrar você ou porque você realmente queria estar ali?
A tragédia da “boazinha” não é que ela é bondosa demais.
A tragédia é que, de tanto se adaptar à forma dos outros, ela quem ela é.
Você se tornou tão flexível, tão disponível e tão adaptável que acabou se tornando líquida e ninguém consegue segurar, respeitar ou admirar algo que não tem forma definida.
No fundo, essa bondade excessiva é o grito desesperado da sua Ferida de Rejeição.
Ela sussurra no seu ouvido que, se você ousar desagradar, se você ousar ter bordas e dizer “não”, você será abandonada.
Então, paradoxalmente, você escolhe se abandonar todos os dias para não correr o risco de ser deixada por outra pessoa.
O RESGATE DA SUA FORMA

E aqui mora o grande paradoxo da sua vida:
Você se tornou líquida para caber em qualquer pote, para preencher qualquer vazio e para agradar qualquer pessoa, mas ninguém consegue segurar a água com as mãos.
Ela escorre pelos dedos! Ao tentar ser tudo para todos, você acabou se tornando impalpável para si mesma.
A verdade que a sua menina ferida precisa ouvir hoje é esta: para ser amada de verdade, você precisa ter FORMA. Você precisa ter bordas, precisa ter a coragem de dizer: “aqui eu termino e aqui você começa. Isso eu aceito, aquilo eu recuso.”
Eu sei que a palavra “limite” soa agressiva para você mas limites não são muros de pedra que afastam as pessoas, eles são as margens de um rio: sem margens, um rio não é um rio, é apenas um alagamento que se espalha e perde a força.
Quando você não tem limites, a sua bondade inunda tudo e perde o valor. Quando você tem margens, a sua entrega ganha direção, profundidade e correnteza.
A Mentoria não é um curso para te ensinar a ser fria ou egoísta, é um processo profundo de Resgate da sua FORMA. Lá dentro, nós vamos encarar as feridas emocionais que te impedem de dizer “não”.
Eu quero te ajudar a encontrar a sua versão Mulher Rara que projeta a própria luz. eu quero que o seu “sim” volte a ser um presente valioso, e não uma obrigação barata.
Se você está cansada de se sentir invisível dentro da própria vida e quer a minha ajuda para desenhar essas novas bordas com segurança e amor, o momento é agora.
As vagas para a minha próxima turma estão abertas, toque no link abaixo para aplicar. Vamos descobrir quem você é quando não está tentando agradar ninguém.
Chega de se diluir, minha querida! O mundo está pronto para te ver sólida.
Com carinho,
Tay!
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